Fisio in Fit

Alongamentos ideais para ciclistas

Todo ciclista deve realizar alongamento muscular, pois o alongamento é uma ótima forma de trabalho muscular, proporcionando um aumento na amplitude muscular, articular e melhorando a mobilidade do atleta. Dentre os diversos alongamentos existentes o ideal para a prática do ciclismo é o alongamento sustentado, que deve ser realizado pelo menos um ou duas vezes por semana: Alongamentos sustentados são aqueles que devem durar de 60 segundos a 90 segundos ou mais para cada músculo a ser alongado, pois tem como objetivo aumentar a plasticidade muscular, ou seja, proporcionando um formato maior ao tamanho do músculo que está sendo trabalhado.

Entre todos os músculos utilizados pelos ciclistas para pedalar, os músculos de membros inferiores (os músculos das pernas) são os que mais sofrem por encurtamentos: Por esse motivo abordaremos dois músculos que causa uma restrição de movimento ao ciclista quando ele pedala, os músculos são:

Reto femoral, localizado na parte anterior da coxa (na frente e no meio da coxa), tendo sua origem no osso do quadril (popularmente conhecido como osso da bacia) e sua inserção na patela (popularmente conhecido como rótula), sua ação e realizar a extensão do joelho.

Quando este músculo está encurtado ele tende a puxar a patela para cima (em direção ao quadril), com isso a patela aproximar-se do fêmur, proporcionando leves contatos de fricção entre eles causando crepito ( estalidos) durante os movimentos de flexão do joelho ou dor na região anterior do joelho ao pedalar, desencadeando uma patologia conhecida como condromalácia.

Ísquios tibiais, vários músculos localizados na região posterior da coxa (parte de trás da coxa) tendo sua origem no osso do quadril (ísquios) e sua inserção na tíbia (popularmente conhecido como osso da canela), sua ação é realizar a flexão do joelho.

Quando a um encurtamento dos de trás da coxa (os ísquios tibiais) o ciclista perde a mobilidade da pelve (osso do quadril), ou seja, o encurtamento destes músculos impede que o ciclista possa girar sua pelve sobre o selim proporcionando a ele um alcance maior para pegar o guidão e também baixar mais seu tronco, levando a uma posição mais aerodinâmica. Outra situação como a ocorrer é que, quando o selim está alto e o ciclista tem um encurtamento destes músculos ele tende a pedalar em flexão plantar (com o tornozelo elevado), pois quando ele baixa o calcanhar sente o músculo repuxar atrás da coxa.

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